Domingo, 19 Abril 2026
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HC Desporto > News > Rubricas > Olímpico > Presidente do Comité Olímpico quer políticas que vejam para “além do pódio”

Presidente do Comité Olímpico quer políticas que vejam para “além do pódio”

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) salientou, numa mensagem de Ano Novo, que aquele organismo defende para o desporto nacional “políticas que vejam além do pódio” e possam trazer estabilidade ao setor.

“O desporto é um investimento coletivo. E para transformar ambição em impacto precisamos de parcerias fortes entre o Estado, as autarquias, as universidades, as empresas, as federações, os clubes e, claro, a sociedade em geral. (…) O COP defende, por isso, políticas que vejam além do pódio, que permitam dar estabilidade”, pode ler-se na mensagem de Fernando Gomes divulgada pelo COP.

“O Comité Olímpico de Portugal (COP) acreditamos, de forma inabalável, no poder transformador do desporto, como instrumento de educação, inclusão e coesão social. Porque quando uma criança calça pela primeira vez um par de sapatilhas, quando pega numa pagaia, quando uma vila se reúne em torno do seu clube ou quando uma escola abre as portas à atividade física, estamos a semear bem-estar, saúde e futuro. O desporto molda o carácter, promove a disciplina, alimenta a solidariedade e cria oportunidades de futuro – e essas são as verdadeiras conquistas que devemos perseguir. O balanço final de 2025 confirmou, com resultados sem precedentes, a trajetória de crescimento e afirmação do desporto português: nos Campeonatos do Mundo organizados pelas Federações Internacionais filiadas no Comité Olímpico Internacional, Portugal conquistou pódios em provas de carácter olímpico: três ouros, duas pratas e três bronzes, distribuídos por cinco modalidades (Atletismo, Canoagem, Judo, Surf e Triatlo).  Estes feitos representam o resultado de anos de trabalho de atletas, treinadores, clubes, federações, famílias e dos muitos profissionais que os acompanham diariamente. Não se trata apenas de medalhas, trata-se de reafirmar que a base formativa, a preparação, o trabalho dos técnicos e o apoio multidisciplinar que temos vindo a estruturar podem produzir resultados consistentes para o futuro”, destacou, ainda, o presidente do COP.

“O ano de 2026 que agora se inicia será de exigência e de celebração para Portugal. Marcaremos presença em palcos decisivos – dos desportos de neve, em Milão-Cortina, aos Jogos Olímpicos da Juventude, em Dakar, e aos Jogos do Mediterrâneo, em Taranto. Cada missão internacional é uma oportunidade para mostrar o trabalho dos nossos atletas e afirmar a capacidade do nosso país. Mas não são resultados pontuais que procuramos, são percursos sustentados que formam campeões e cidadãos. Porque a nossa prioridade é a construção de trajetórias duradouras – rumo a Los Angeles 2028, rumo a Brisbane 2032. O desporto é um investimento coletivo. E para transformar ambição em impacto precisamos de parcerias fortes entre o Estado, as autarquias, as universidades, as empresas, as federações, os clubes e, claro, a sociedade em geral. Parcerias produtivas como a que temos desenvolvido com o Comité Paralímpico de Portugal, da qual já nasceram iniciativas concretas e mais soluções inclusivas e inovadoras irão, certamente, surgir. O COP defende, por isso, políticas que vejam além do pódio, que permitam dar estabilidade através de contratos plurianuais com as federações, que promovam a saúde, que previnam doenças e ofereçam alternativas profissionais a quem dedica a juventude à superação desportiva”, atirou.

 

Foto: COP