Domingo, 19 Abril 2026
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HC Desporto > News > Rubricas > Olímpico > “Defender a existência clara e justa dessa categoria não é um gesto de exclusão” (Comité Olímpico de Portugal)

“Defender a existência clara e justa dessa categoria não é um gesto de exclusão” (Comité Olímpico de Portugal)

O Comité Olímpico Internacional (COI) anunciou “uma nova política de proteção da participação feminina em Jogos Olímpicos que define que a eligibilidade para as categorias femininas nos Jogos Olímpicos ou em qualquer evento do COI, tanto a nível individual como de equipa, está agora limitada ao género biológico feminino, determinado através de um teste único ao gene SRY”, destaca o Comité Olímpico de Portugal (COP).

“Esta decisão foi tomada com base em evidências médicas e científicas e será aplicada a partir dos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028 de forma a proteger a equidade, a segurança e a integridade da participação feminina”, destaca, em nota publicada no site oficial, o COP, que reafirma, através das declarações de Diana Gomes, secretária-geral do COP, o “compromisso inabalável com os valores fundamentais do Movimento Olímpico: igualdade, respeito, dignidade humana e integridade competitiva”.

“O desporto é um espaço de inclusão, desenvolvimento pessoal e superação. Em todos os níveis de prática: recreativo, formativo e competitivo. E deve ser promovido o acesso amplo e seguro de todas as pessoas”, destaca o organismo presidido por Fernando Gomes.

O COP entende que a decisão do COI se baseia num “processo de revisão científica, médica e jurídica, que tem como finalidade proteger a integridade, a segurança e a equidade na competição de elite”.

“Defender a existência clara e justa dessa categoria não é um gesto de exclusão; é em si mesmo um compromisso com a igualdade real e com a preservação de oportunidades para as atletas presentes e futuras. É com esse sentido de responsabilidade institucional que o COP assume a decisão do COI”, finaliza a nota do COP, defendendo que “todas as pessoas têm lugar no desporto, ainda que os modelos competitivos possam exigir critérios específicos para garantir justiça desportiva”.

 

Foto: COP