A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) entregou à União Ciclista Internacional (UCI) um pedido para que a Volta a Portugal possa subir de escalão no calendário internacional em 2027, ano do centenário da corrida. “Foi feito um pedido à UCI [para subir de escalão]. Não é o ano que normalmente a UCI está disponível, a UCI está disponível de dois em dois anos, este não é o ano apropriado. Mas utilizámos a regra da exceção, visto que o próximo ano é ano centenário e gostaríamos muito de poder estar num escalão acima”, disse o presidente da FPC, Cândido Barbosa, após a apresentação do evento, que terá os Jogos Santa Casa como patrocinador principal da 87.ª edição da Volta a Portugal.
O antigo ciclista diz que a FPC está “a dar sinais, a criar a almofada para que realmente a UCI perceba que este será o caminho”, realçando o facto de uma cadeia internacional transmitir as etapas através das suas aplicações para mais de 70 países. “Esse é um dos requisitos que a UCI valoriza bastante e que nós também gostaríamos muito que pudéssemos chegar a outros países para oferecer este garante [de retorno] a todas as equipas que aqui participam”, assumiu.
“Nunca nos esquecemos de que a Volta a Portugal é património nacional e de que gostaríamos muito que a internacionalização da Volta, que não é fácil e que não se faz de um dia para o outro, fosse o nosso principal objetivo para o crescimento da nossa modalidade, para a sustentabilidade da mesma”, assumiu.
Na cerimónia na Sala de Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde teve lugar a apresentação do evento, Cândico Barbosa relevou que a prova vai percorrer Portugal de Norte a Sul, prometendo a divulgação total do percurso, esta segunda-feira, no Alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto, “ocasião em que serão reveladas todas as etapas daquela que marcará o arranque de um novo ciclo da histórica competição”, destaca, em nota publicada no site oficial, a FPC.
“Hoje iniciamos muito mais do que uma nova edição da Volta a Portugal. Iniciamos um novo ciclo para uma prova que faz parte da identidade desportiva do nosso país e que queremos preparar para o futuro, sem nunca perder a sua essência. Queremos uma Volta mais forte, mais moderna, mais internacional e ainda mais atrativa para equipas, patrocinadores, municípios e para todos os portugueses”, reforçando igualmente a produção televisiva e a projeção internacional da competição.
Um dos momentos centrais da apresentação foi o anúncio da entrada dos Jogos Santa Casa como Naming Sponsor da prova e patrocinador da Camisola Amarela, símbolo máximo da liderança da Volta a Portugal.
Uma Volta mais moderna, competitiva e internacional
Ao nível desportivo, a organização pretende apresentar uma edição equilibrada e competitiva, capaz de proporcionar espetáculo desde o primeiro até ao último dia.
O diretor da Volta a Portugal 2026, Ezequiel Mosquera, sublinhou que a organização encara este desafio com enorme responsabilidade. “Estamos a preparar uma Volta equilibrada, exigente e desenhada para proporcionar espetáculo desde o primeiro até ao último dia.”
Paralelamente, a organização está a trabalhar na modernização da competição, reforçando áreas como a segurança, a produção televisiva e a experiência proporcionada a municípios, patrocinadores e equipas. “A Volta a Portugal tem todas as condições para continuar a crescer e afirmar-se como uma das principais corridas por etapas da Europa e a quarta mais antiga do mundo”, juntou.
Entre as novidades apresentadas destaca-se igualmente uma estratégia assente em quatro pilares fundamentais: internacionalização da prova, modernização dos seus ativos, reforço da produção audiovisual e crescimento da notoriedade da marca.
Foto: Sofia Santos Silva/FPC