Maria Martins sagrou-se, este sábado, pela segunda vez na carreira, campeã portuguesa de fundo, com a única ciclista lusa do WorldTour a impor-se ao sprint no final da prova feminina de elites na Guarda.
“A atleta impôs-se ao sprint, batendo Raquel Queirós (Atum General/Tavira/Madre Fruta) e Beatriz Roxo (ODL Team), medalhas de prata e bronze, respetivamente. Nas Sub-23 femininas foi Marta Carvalho (Cantabria Deporte – Rio Miera) quem se evidenciou, ao revalidar o título que já lhe pertencia desde 2025, após terminar na quarta posição”, destaca, na nota enviada às redações, a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).
Histórica na pista, onde é a mais titulada ciclista portuguesa de sempre e a primeira olímpica, a corredora da CANYON//SRAM somou o seu segundo título de fundo em elites, após o de 2021, Maria Martins, na cidade mais alta de Portugal, celebrou ainda com mais emoção o título, por tratar-se da terra do avô, a quem dedicou a vitória.
“É uma sensação muito especial, vinha com alguma pressão, tendo em conta os últimos meses, mas vinha também na expectativa de conseguir este título, sempre com muito respeito pelas minhas adversárias, que têm muita qualidade. Foi toda a dinâmica da forma como se desenrolou a corrida que ditou o resultado. A dado momento senti que já não conseguia chegar à Camisola, mas no fundo, nunca deixei de acreditar e fui muito na base da persistência e da resiliência. Ainda não acredito que a três quilómetros do final chegamos de novo à frente e tudo aconteceu”, referiu.
Marta Carvalho, quarta classificada a três segundos da vencedora, foi a melhor sub-23, sagrando-se campeã nacional feminina da categoria, enquanto, em masculinos, foi Daniel Lima a ficar com a camisola com listas verde e vermelha.
Foto: Rodrigo Rodrigues/FPC