Para celebrar o Dia Internacional da(s) Mulher(es), o Comité Olímpico de Portugal (COP) organizou um evento na sua sede, em Lisboa, onde apresentou um estudo e convidou duas atletas, a ex-judoca olímpica Telma Monteiro e a atleta surdolímpica Margarida Silva, para uma mesa-redonda sobre esse tema.

Quanto ao estudo acerca da representação das atletas femininas no jornalismo desportivo, o presidente do COP, Fernando Gomes, considerou que “aponta lacunas e identifica oportunidades concretas para alterar narrativas e práticas”, de forma a poder agir com “maior foco e responsabilidade”, acrescentando que são necessárias mudanças.
“As políticas que implementamos têm o único propósito de criar condições para que o talento floresça com justiça. Continuaremos a promover iniciativas, apoiar projetos e trabalhar com todos os parceiros para que as conclusões deste projeto não fiquem apenas no papel, mas que se revertam em resultados visíveis”, frisou.
O estudo pode ser consultado na íntegra aqui.

Os principais dados do estudo
A apresentação das conclusões do projeto “POWER – The portrayal of women athletes in sports media”, da responsabilidade da Sport Evolution Alliance, foi apresentado pelo coordenador Thiago Santos.
“De entre as várias conclusões, obtidas através da análise de milhares de artigos na imprensa digital e tradicional, bem como da realização de um grupo focal, destacam-se as seguintes:
– presença intermitente de atletas femininas nas notícias, falta de narrativas ao longo do ano;
– foco quase exclusivo no desempenho desportivo imediato, pouco espaço para liderança, impacto social ou histórias pessoais;
– monopólio editorial do futebol masculino, mesmo em países com forte tradição desportiva feminina;
– falta de dinamismo visual; ausência frequente de imagens ou uso limitado a retratos estáticos;
– falta de metas claras para o equilíbrio de género na cobertura mediática”.
Fotos: DR