O presidente da ASPC (Association of Sport Performance Centres), Harry Bähr, elogiou em entrevista de rescaldo final do 2026 ASPC European Forum o trabalho “de forma interligada com a região” do Rio Maior Sports Centre, Centro de Alto Rendimento (CAR) que acolheu este fórum continental de 22 a 25 de setembro, reunindo dirigentes, responsáveis de centros de alto rendimento, investigadores, treinadores, atletas e representantes de organizações olímpicas e paralímpicas, numa organização do próprio Rio Maior Sports Centre e da Fundação do Desporto, com o apoio da Secretaria de Estado do Desporto, do Município de Rio Maior, do Instituto Português do Desporto e Juventude, do Comité Olímpico de Portugal (COP), do Comité Paralímpico de Portugal (CPP) e do Turismo do Alentejo e Ribatejo.

Confira a seguir a entrevista exclusiva à HCDESPORTO.PT a Harry Bähr, que conclui o acompanhamento a este evento.
HCDESPORTO.PT (HC) – Para a comunidade desportiva portuguesa, pode contextualizar-nos um pouco da história da ASPC?
HARRY BÄHR (HB) – A ASPC tem pouco mais de 25 anos e foi fundada porque tínhamos a ideia de que precisávamos de cooperação e colaboração entre os centros de treino e desporto de alto rendimento. Começou pequeno, mas fomos crescendo rapidamente e hoje temos mais de 120 membros em todo o mundo. Só na Europa temos quase 80 membros e desenvolvemos uma boa comunicação entre estes centros.
HC – E quais são os principais objetivos deste Fórum?
HB – Estes fóruns são a melhor opção para nos juntarmos e conectarmos, para compartilhar ideias, no sentido de conseguirmos atingir melhores condições de treino. Todos, mesmo o melhor centro do mundo, pode aprender algo novo. E, claro, para os países que estão a estabelecer a estrutura do seu sistema desportivo, podem aprender com outros com mais experiência. Mas para todos, é valioso ver o que outros centros de treino estão a fazer.
HC – E de Portugal, pode-nos dizer o que achou?
HB – De Portugal, especialmente de Rio Maior, aprendi que desenvolveram um bom conceito para trabalhar de forma interligada com a região, com a cidade. E que combinam as necessidades e instalações para os mais jovens e para o público, além da utilização para os profissionais. Essa combinação é realmente única, foi algo que apreciei muito.
HC – Sente, como responsável esta organização, reconhecimento dos centros de treino por parte da comunidade?
HB – Esse ponto é interessante. Acho que, aqui, em Rio Maior, é importante. Notei que todos os representantes, mesmo o Secretário de Estado do Desporto estava aqui presente, além do ‘mayor’ [Presidente da Câmara] de Rio Maior. Por isso, vi que há um forte apoio político, especialmente na região. E é bom notarmos que os centros de treino têm esse contexto de fundo.
HC – Onde será a próxima edição do Fórum?
HB – Ainda não está decidido. Abriremos as candidaturas no próximo ano. Penso termos algumas opções, mas para esta reunião continental europeia, ainda não está decidido. Teremos, contudo, o próximo Fórum mundial em outubro do próximo ano, para todos os centros de treino de todos os continentes, em Belgrado, na Sérvia.
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