Sábado, 10 Outubro 2026
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Vasco Vilaça é campeão do Mundo de Triatlo, num pódio fechado por Ricardo Batista

Vasco Vilaça sagrou-se campeão do Mundo de Triatlo, em Pontevedra, Espanha, ao terminar a Grande Final do Campeonato do Mundo na segunda posição, com uma reta final decidida em cima da meta com o australiano Matthew Hauser, rival direto na disputa pelo título mundial. A este título juntou-se ainda a medalha de bronze de Ricardo Batista, que fechou o Campeonato do Mundo no 3.º lugar da classificação geral, depois de terminar a prova de Pontevedra na 4.ª posição, com o tempo de 1:39.36, a cinco segundos de Vilaça.

O triatleta português e novo campeão mundial, que tinha partido para esta prova decisiva na liderança da classificação mundial, confirmou assim o título Mundial de elite, tornando-se o primeiro homem português a conquistar o título mundial de elite, e o segundo português a alcançar o título mundial absoluto da modalidade, 19 anos depois de Vanessa Fernandes ter feito história ao sagrar-se campeã do Mundo em 2007 na vertente feminina.

Foto: World Triathlon

Na Grande Final de Pontevedra, Vilaça terminou em 2.º lugar, com 1:39.31, logo atrás do triatleta australiano. O português tinha chegado à derradeira prova da temporada com 3850 pontos, mais 354,24 do que Matthew Hauser, e ainda no pódio da classificação estava Ricardo Batista, com 3082,13 pontos. Para conquistar o inédito título, Vilaça precisava apenas de terminar entre os cinco primeiros em Pontevedra. Já para o ‘rival’ australiano, teria de vencer a Grande Final e esperar que o português terminasse no sexto lugar ou abaixo.

Outros resultados de atletas lusos: João Nuno Batista foi 11.º classificado, com 1:41.14, a 1.43 da frente, e Miguel Tiago Silva terminou no 19.º lugar, com 1:41.54, a 2.23, ou seja, colocando quatro portugueses no top-20 de uma Grande Final do Campeonato do Mundo.

Em nota do Comité Olímpico Português (COP) é referido que Fernando Gomes, Presidente do COP, “esteve presente em Pontevedra, a acompanhar o momento histórico da Equipa Portugal”, relevando ainda as felicitações do Presidente da República ao realçar “o talento, consistência, trabalho e uma extraordinária capacidade de superação”. “Com a extraordinária conquista de hoje, Vasco Vilaça coloca, assim, pela primeira vez, o nome de um português no topo do Campeonato do Mundo de Triatlo masculino. É uma conquista histórica para o desporto português e um momento de grande orgulho e afirmação para Portugal. Ao Vasco Vilaça, à equipa que o acompanha, Federação de Triatlo de Portugal e a todos os que fizeram parte deste percurso, o Presidente da República dirige as mais calorosas felicitações”, pode ler-se no portal da Presidência da República Portuguesa.

Foto: World Triathlon

Vilaça recorda o colega de pódio nos festejos: “Fiquei muito feliz pelo Ricardo Batista, é um grande companheiro”

Vasco Vilaça estava ainda a assimilar o inédito título mundial em declarações publicadas no portal do COP: “Ainda me custa a perceber que sou campeão do mundo. Durante a prova procurei focar-me em cada momento e não pensar em mais nada. Dei mais um grande espetáculo com o Matt [Hauser] e fiquei muito feliz por o Ricardo [Batista] fazer toda a corrida junto de mim. É um grande companheiro, cresci com ele. Não podia estar mais feliz”, disse Vasco Vilaça na primeira reação após a conquista do título mundial.

“Foi um grande ano. Agradeço a todos aqueles que me ajudaram e apoiaram. Passei por alguns momentos difíceis, mas procurei sempre disfarçá-los, para ninguém se aperceber. Estive dois meses sem competir para preparar esta última prova e provei que consegui tirar um grande peso dos ombros. Para LA2028 o plano será o mesmo”, finalizou.

Já Ricardo Batista, terceiro triatleta mundial, também português, respondeu ao colega: “Foi uma prova incrível. Estava física e mentalmente preparado. É um grande prazer partilhar o todo deste desporto e um pódio com o Vasco [Vilaça]”.

“Senti-me muito bem no ciclismo e evitei perder alguns segundos na descida. Depois dei o máximo na corrida e, olhando para trás e depois de tantos anos, este é o reflexo de todo o trabalho e esforço. Portugal é uma das equipas mais fortes do mundo e agora seremos quatro a lutar pelos três lugares olímpicos. Que os melhores cheguem lá”, concluiu.

Fotos: World Triathlon