Terça-feira, 13 Outubro 2026
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Huguette Yéré (COI) destaca importância dos treinadores e da ligação aos Centros de Alto Rendimento no ASPC European Forum

Huguette Yéré, membro do Comité Olímpico Internacional (COI) e que tem responsabilidades especiais na área da Solidariedade, revelou, durante o Fórum da ASPC, que decorre em Rio Maior, que a solidariedade olímpica “está a reforçar a ligação aos Centros de Alto Rendimento e a procurar novas oportunidades de treino para atletas de países com menores recursos”.

“A missão da Solidariedade Olímpica é apoiar os Comités Olímpicos Nacionais nos programas de desenvolvimento dos atletas, particularmente aqueles que têm maiores necessidades. A Solidariedade Olímpica tem mais de 20 programas, dirigidos, em primeiro lugar, aos atletas. Damos-lhes apoio direto para que possam treinar e competir em boas condições, com o objetivo de participarem nos Jogos Olímpicos. Fazemo-lo também através da capacitação dos treinadores. Reforçámos a capacidade dos Comités Olímpicos Nacionais, porque os nossos programas são desenvolvidos a nível nacional. É necessário capacitar os seus funcionários, membros e estruturas, bem como financiar as suas operações, para que possam distribuir os programas e fazer chegar os benefícios aos atletas. A terceira dimensão passa por envolver as comunidades nos Jogos Olímpicos e nos valores olímpicos, criando um ambiente que apoie os atletas ao longo do seu percurso. Os atletas estão no coração do Movimento Olímpico. Para os mais jovens temos o Programa de Desenvolvimento de Atletas Jovens, que apresenta três opções. Uma delas são as oportunidades das Federações Internacionais. As Federações Internacionais identificam jovens atletas com potencial para participar nos Jogos Olímpicos ou nos Jogos Olímpicos da Juventude e procuram oportunidades para eles em centros de treino. Desenvolvem um projeto e apresentam-no ao Comité Olímpico Nacional. Se houver acordo, os jovens atletas são enviados para esses centros para períodos de treino de curta duração. Temos também o Programa de Bolsas Olímpicas para Atletas, que disponibiliza apoio financeiro aos Comités Olímpicos Nacionais para a preparação e qualificação dos atletas para os Jogos Olímpicos”,  destacou aquela responsável, revelando que o COI dá “especial atenção aos pequenos Comités Olímpicos Nacionais”.

Parceria com Centro de Estágios de Rio Maior

Outro dos exemplos apresentados por Huguette Yéré foi a parceria recentemente estabelecida com o Comité Olímpico de Portugal (COP), que permite acolher atletas no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Rio Maior. “Estamos muito orgulhosos desta parceria”, afirmou Yéré, revelando que seis atletas do Malawi, Bolívia, Guiné-Bissau e Iémen já beneficiaram desta possibilidade.

A representante do COI destacou, ainda, particularmente a presença de dois atletas provenientes do Iémen, país onde as condições para a preparação desportiva são muito limitadas.

“Eles são identificados como atletas com grande potencial” e encontram em Rio Maior acesso a treino, experiência e instalações adequadas.

Apoio a atletas refugiados

Yéré abordou ainda o apoio aos atletas refugiados e explicou que a Solidariedade Olímpica continua a procurar centros de treino disponíveis para acolher estes praticantes.

“Temos também um programa destinado aos atletas refugiados. O Comité Olímpico Internacional tem uma Equipa Olímpica de Refugiados, que participa nos Jogos Olímpicos desde 2016, no Rio de Janeiro. Antes de integrarem essa equipa, os atletas podem beneficiar do Programa de Apoio aos Atletas Refugiados, incluindo apoio financeiro. Procuramos também colocá-los em centros de treino nos países onde se encontram, sempre que existam condições. Temos ainda parcerias através dos Comités Olímpicos Nacionais. Já colocámos, por exemplo, três atletas refugiados num centro de treino na Alemanha. Continuamos à procura de oportunidades com centros de treino para estes atletas. Temos uma lista online com os atletas, as suas modalidades e os seus resultados, e estamos disponíveis para discutir novas oportunidades. E, naturalmente, não podemos ter grandes atletas sem grandes treinadores”, disse, revelando, ainda, que o COI tem “programas de desenvolvimento e capacitação de treinadores”.

“Uma das opções é a formação em ciências do desporto, através de parcerias com centros de treino, centros de performance e instituições académicas. Os treinadores identificados pelos seus Comités Olímpicos Nacionais podem frequentar formação e, no final, obter uma certificação que podem utilizar na sua carreira. A segunda opção é a formação específica por modalidade, em colaboração com Federações Internacionais. São oportunidades de curta duração destinadas a atualizar conhecimentos. A terceira opção parte dos próprios Comités Olímpicos Nacionais, que identificam necessidades específicas e podem trabalhar com federações nacionais e centros de treino dos seus territórios para desenvolver ações de formação”, finalizou.

 

O 2026 ASPC European Fórum, organizado pelo Rio Maior Sports Centre e pela Fundação do Desporto, com o apoio da Secretaria de Estado do Desporto, do Município de Rio Maior, do Instituto Português do Desporto e Juventude, do Comité Olímpico de Portugal, do Comité Paralímpico de Portugal e do Turismo do Alentejo e Ribatejo, decorre de 22 a 25 de setembro, em Rio Maior.

Saiba mais sobre o evento aqui.
e acompanhe mais destaques sobre este Fórum na HCDESPORTO.PT