Quinta-feira, 13 Agosto 2026
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HC Desporto > News > Rubricas > Adaptado > Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica tem primeira etapa em Maputo (Moçambique)

Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica tem primeira etapa em Maputo (Moçambique)

A cidade de Maputo, em Moçambique, acolheu, na passada segunda-feira, a conferência de Imprensa de apresentação da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, uma iniciativa promovida pelo Comité Paralímpico de Portugal, com o apoio do Comité Paralímpico Internacional, “que pretende reforçar competências, promover a cooperação e criar novas oportunidades para o desenvolvimento do desporto paralímpico nos países de língua oficial portuguesa”, destaca, em nota publicada no site oficial, o Comité Olímpico de Portugal (COP).

“A conferência de Imprensa decorreu na sede do Comité Olímpico de Moçambique e marcou o arranque oficial da primeira ação do projeto, que escolheu Moçambique como ponto de partida para um programa assente na partilha de conhecimento, capacitação e cooperação entre instituições”, junta a mesma nota.

Na ocasião, o presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP) apelou a uma maior convergência entre os movimentos olímpico e paralímpico moçambicanos, argumentando que o desenvolvimento do desporto para pessoas com deficiência deve ser encarado como parte integrante.

“É importante que noutros países, mas nomeadamente em Moçambique, seja possível haver este tipo de convergências. O objetivo é que com a nossa ação possamos, de facto, deixar marca, deixar um legado. E queremos também influenciar as famílias. A prática desportiva melhora a qualidade de vida das pessoas com deficiência e aumenta os índices de felicidade da própria família”, afirmou José Manuel Lourenço.

O presidente do COP apontou como exemplo a experiência atualmente em curso em Portugal, onde os comités olímpico e paralímpico passaram a apresentar-se sob a marca comum “Equipa Portugal”, numa estratégia de aproximação institucional e de comunicação. “Eu não tenho a opinião que tenhamos o desporto das pessoas que não têm qualquer tipo de deficiência e depois o desporto das pessoas com deficiência. O que nós temos é desporto. Tudo é desporto”, disse.

Foto: COP

“Catapultar” o desporto paralímpico

O secretário-geral do Comité Olímpico de Moçambique, Penalva Cézar, manifestou satisfação pelo facto de o país acolher o início desta iniciativa.

“Que o trabalho que vai ser desenvolvido traga frutos e que nós, moçambicanos, aproveitemos ao máximo as experiências que vão ser trazidas para que o desporto moçambicano, o paralímpico em particular, se possa catapultar”, disse o anfitrião desta sessão de apresentação.

Moçambique é o primeiro país a acolher a Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, programa que posteriormente deverá abranger a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Angola, tendo como horizonte o ciclo dos Jogos Paralímpicos Los Angeles-2028.

 

Plataforma de cooperação

“Entre os dias 4 e 7 de agosto, atletas, treinadores, classificadores e dirigentes participarão nesta ação de capacitação. A Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica pretende afirmar-se como uma plataforma de cooperação entre os países lusófonos, promovendo a qualificação técnica, a inclusão e o desenvolvimento sustentável do desporto paralímpico, contribuindo para criar mais oportunidades para atletas e agentes desportivos”, destaca a mesma nota.

 

Foto: COP