Será possível uma equipa, no caso de ciclismo, vencer uma etapa, por exemplo, da Volta a França? A resposta é… sim. “Os modelos mostraram de forma consistente que era necessário poupar os ciclistas mais leves e confiar nos outros cinco para as zonas planas. Não teríamos sido mais rápidos se todos os sete ciclistas (todos exceto Vingegaard) tivessem revezado a puxar. E isso permitiu-nos vencer”, destacou, Mathieu Heijboer, o responsável pelo desempenho da Visma-Lease a Bike,
à imprensa belga Sporza que a Visma recorreu à Inteligência Artificial (IA) para perceber qual a melhor abordagem ao contrarrelógio coletivo.
A equipa dos Países Baixos diz que a IA foi a base para o triunfo no contrarrelógio coletivo na primeira etapa da Volta a França, permitindo ao dinamarquês Jonas Vingegaard conquistar a camisola amarela na prova.
A Visma-Lease a Bike optou, talvez como única equipa, por uma tática arrojada, permitindo que os ciclistas mais leves poupassem energias até às duas subidas finais, ficando outros cinco ciclistas responsáveis por impor o ritmo nas zonas planas.
Esta sexta-feira, os sprinters voltam a ter uma oportunidade na sétima etapa, uma ligação de 175,1 quilómetros entre Hagetmau e Bordéus.
Foto: Team Visma-Lease a Bike