Sexta-feira, 05 Junho 2026
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Presidente da FP de Canoagem lamenta “profunda destruição” do Centro Náutico de Montemor-o-Velho e apela ao apoio às populações afetadas

O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Ricardo Machado, manifestou publicamente a sua “profunda consternação e preocupação” perante a situação vivida no Baixo Mondego, em especial na localidade de Montemor-o-Velho, na sequência dos estragos provocados pelas recentes cheias.

Numa mensagem publicada na sua página oficial do Facebook, o líder da FPC deixa uma palavra de “força” às populações que foram afectadas. A todos aqueles que neste momento estão a sofrer as consequências desta situação devastadora, deixo uma palavra de força, coragem e solidariedade. Estamos totalmente solidários com a população de Montemor-o-Velho”, vincou, lamentando, depois, a profunda destruição do Centro Náutico de Montemor-o-Velho, mas garantindo, ao mesmo tempo, que a modalidade saberá “reagir às dificuldades”.

“A imagem que hoje vemos do interior do centro, com a infraestrutura profundamente destruída, é absolutamente devastadora”, sublinhou Ricardo Machado, recordado que o Centro Náutico montemorense, considerado como a “casa” das seleções nacionais, deverá receber, entre 10 e 14 de junho, o Campeonato da Europa de Velocidade de Canoagem 2026, competição decisiva para a qualificação olímpica da modalidade. “Falamos de uma prova determinante para o futuro da canoagem portuguesa”, sublinhou.

 

“Canoagem saberá unir-se e reconstruir”

“A canoagem portuguesa saberá, como sempre, unir-se, reconstruir e seguir em frente. Hoje, acima de tudo, estamos juntos por Montemor”, concluiu.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

 

Foto: Facebook de Ricardo Machado