Portugal vai contar com José Cabeça, no esqui de fundo, e os irmãos Vanina Guerillot e Emeric Guerillot, no esqui alpino, sendo os dois primeiros ‘repetentes’ de Pequim-2022, quando Portugal também teve três participantes (Ricardo Brancal foi o terceiro de então) nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina de 2026.
A comitiva lusa, presidida por Pedro Flávio, que preside à Federação dos Desportos de Inverno de Portugal e volta a assumir o cargo de chefe de missão que já teve noutras provas, a começar pelos Jogos Olímpicos da Juventude Gangwon-2024, já se encontra em terras italianas, onde começa, esta sexta-feira, uma competição que decorrem até 22 deste mês e que vão contar, pela primeira vez, com Guiné-Bissau, Benin e Emirados Árabes Unidos, sendo que a prova italiana marca, ainda, a estreia de uma nova modalidade, o esqui de montanha.

António Guterres na cerimónia de abertura
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que marcou presença na cerimónia de abertura da competição na passada sexta-feira, aproveitou, na antevisão ao evento, para avisar que as alterações climáticas ameaçam “diretamente o futuro” dos desportos de inverno, considerando que os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 “são plataforma exemplar para consciencialização da crise climática”.
“Sem medidas urgentes, o número de locais capazes de sediar eventos de inverno de forma fiável poderá cair de mais de 90, hoje, para apenas 30, na década de 2080”, afirmou, defendendo, em entrevista a um jornal italiano, que “salvaguardar o futuro do Desporto e do Planeta exige uma ação decisiva e coletiva de todos os governos para limitar o aquecimento global, em conformidade com o Acordo de Paris, a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.
“Os Jogos [Milão-Cortina2026] podem mobilizar governos, atletas e cidadãos, demonstrando que a cooperação global pode gerar resultados concretos, tanto para a Paz quanto para o Clima. Acredito que os Jogos Olímpicos são uma excelente oportunidade para simbolizar a Paz, o respeito pelo Direito Internacional e a cooperação”, finalizou.
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