Portugal qualificou-se, esta quarta-feira, pela quarta vez na sua história, para a final do Campeonato da Europa de futsal, na qual vai defender frente à Espanha os títulos conquistados em 2018 e 2022, após ter batido a França, por 4-1, nas meias-finais.
Na Arena Stozice, em Liubliana, a seleção gaulesa, estreante nesta fase, adiantou-se, com um golo de Touré, aos seis minutos, com os comandados de Jorge Braz a chegarem à reviravolta, ainda na primeira parte, por Diogo Santos, aos 18, e Tomás Paçó, aos 19, com Portugal a ‘cimentar’ a vantagem graças a Erick Mendonça, aos 29, e a um autogolo de Gueddoura, aos 35.
“A Seleção Nacional de Futsal garantiu, esta quarta-feira, a passagem à final do Europeu 2026, ao vencer a França, por 4-1, em jogo das meias-finais da competição. A partida que teve lugar na Arena Stozice, em Ljubljana, na Eslovénia, serviu para carimbar a quarta presença final de Portugal numa final do Euro, a terceira de forma consecutiva, depois de 2010, 2018 e 2022. Portugal, recorde-se, é bicampeão em título e joga a final, no sábado, às 18h30, frente a Espanha”, que bateu, também ontem, a Croácia, por 1-0, tal como em 2018, também na Eslovénia, carimbando, assim, a presença na final ibérica.
Jorge Braz (seleccionador nacional de futsal)
“Tudo fez a diferença. Esta identidade global, com tarefas muito bem definidas, confiança total uns nos outros. Os erros que cometemos aqui e ali foram ditados pela vontade e a confiança de querer virar o jogo. Essa vontade levou-nos para uma vitória indiscutível, com momentos de jogo muito bons. Também dou mérito à França nos nossos momentos mais instáveis. Eles têm uma verticalidade no jogo brutal e com muita qualidade. A verdade é que nos mantivémos emocionalmente, mentalmente, equilibrados, com confiança. Fomos nós. Estava a dar-me um gozo dos diabos este jogo, estava mesmo a divertir-me no banco. Independentemente dos erros, foi mais um jogo em que tive um orgulho brutal em ser Selecionador Nacional – com esta malta, com este comportamento e a jogar assim. Senti-me mesmo bem como treinador. Assim vale a pena dedicarmo-nos tanto, morrermos aqui, esforçarmo-nos tanto para que estas coisas aconteçam. (…) Terceira final consecutiva. É o percurso que queriamos construir. Jogo a jogo, com humildade, os pés assentes na terra, sabendo as dificuldades que existem e que eles nos colocaram hoje. Também vamos ter na final, mas parece-me que é um jogo mais fácil. Vai colocar-nos naquele registo que nos gostamos de estar, jogar e competir. Falta um jogo para terminar este percurso que queríamos. Tenho um orgulho muito grande no futsal português, nos portugueses que estiveram aqui a apoiar. Toda a gente nos ajuda, nos clubes, nas associações. Orgulho nestes jogadores que, penso, representam muito bem Portugal. Agora pés no chão, descansar, recuperar que vem aí o jogo para o qual, com muito mérito, conquistámos o direito de estar”.
Foto: FPF